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É possível trabalhar em Portugal durante os seus estudos com o visto de estudante (residente ou estada temporária).

Esta é uma questão muito delicada, pois quem quer estudar em Portugal deve levar em consideração o seu planejamento financeiro para garantir como irá pagar os estudos e manter-se por aqui com despesas de acomodação, alimentação, transporte e etc.

Levando isto em consideração, a recomendação principal é preparar-se financeiramente para fazer os seus estudos com 1 (um) ano de antecedência e garantir que tenha capacidade financeira de manter-se durante este período, mesmo que com o básico. Sempre é possível fazer uma renda extra estando em Portugal, mas isto vai depender do tipo de trabalho, da localização, das suas qualificações e etc.

Antes de solicitar a autorização para trabalhar, você já deve ter um carta da empresa (empregador) interessado em contrata-lo. Sabemos que isto parece uma inversão de caminho, pois primeiro precisaria da autorização para depois trabalhar, entretanto, é assim que as coisas funcionam em Portugal. É uma forma de garantir que os empregos sejam oferecidos primeiramente a um cidadão para depois a empresa optar por contratar um estrangeiro.

Documentos necessários: Carta do Empregador (em papel timbrado, assinada e carimbada) com a função que irá exercer, horários (diferente do que estuda) e detalhes do trabalho que irá fazer, Declaração da Instituição de Ensino com o curso e os horários das aulas, fotocópia e original do passaporte e do visto de estudante.

Onde solicitar: SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

Custo: Aproximadamente 40 euros.

Tempo de Resposta: Apesar do processo ser simples, o prazo depende da agência da SEF que foi. Portanto, se há pressa, ligue antes para agendar e verificar qual é mais rápida. Geralmente as agências fora de Lisboa e do Porto são mais rápidas devido a menor procura.

São permitidos durante o período de férias. É um acordo entre o empregador e os estudantes, durante os meses de verão, com oportunidades de trabalho em cafés, restaurantes, hotéis, entre outros estabelecimentos em locais turísticos. É uma opção para complementar a sua renda.

Perfil: Geralmente exigem um conhecimento em inglês e, em alguns casos, em espanhol e francês. Já que Portugal fica repleto de estrangeiros nesta época do ano.

Esta modalidade de estágio pode ser por um período de 2 a 3 meses apenas e tem como objetivo fazer com que o aluno integre-se no mercado de trabalho e tenha uma breve noção de como funciona.

Os estágios curriculares são programas desenvolvidos no âmbito de uma determinada formação académica. Para os alunos conseguirem cumprir os estágios curriculares, é necessário que exista um protocolo entre o estabelecimento de ensino e a entidade empregadora. Uma das principais características dos estágios curriculares é o fato de terem um carácter obrigatório, visando a obtenção de um grau académico.

O estágio curricular não é um emprego nem pode ser considerado em momento algum como tal. Por este motivo é que as empresas possuem supervisores para estes estagiários que recebem um subsídio de alimentação e, em alguns casos, uma ajuda de custo para o transporte.

Onde buscar estágios curriculares?

Porto Digital – Lista de Empresas

CareerJet.pt

Indeed.pt

Este tipo de estágio é muito comum em Portugal, pois as empresas recebem incentivos do governo neste tipo de contratação.

Duração: Os estágios profissionais do IEFP têm a duração de 9 meses, não prorrogáveis, tendo em vista promover a inserção de jovens (18 a 30 anos) no mercado de trabalho ou a reconversão profissional de desempregados.

Inscrição: Para usufruir de um estágio profissional é preciso que esteja desempregado, não tenha feito outro estágio profissional no mesmo grau superior e esteja inscrito num centro de emprego. 

Remuneração: Os estagiários que integrem estes estágios profissionais têm direito a bolsa de estágio e também refeição ou subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho.

A bolsa de estágio aumenta de acordo com o nível de formação do candidato, ou seja:

Nível 1 e 2 (2.º ciclo do ensino básico e 3.º ciclo do ensino básico, obtido no ensino regular ou por percursos de dupla certificação) = 428,90 euros (1 IAS)

Nível 3 (Ensino secundário vocacionado para o prosseguimento de estudos a nível superior) = 514,68 euros (1,2 IAS)

Nível 4 (Ensino secundário obtido por percursos de dupla certificação ou ensino secundário vocacionado para o prosseguimento de estudos a nível superior acrescido de estágio profissional) = 557,57 euros (1,3 IAS)

Nível 5 (Qualificação de nível pós-secundário não superior com créditos para o prosseguimento de estudos a nível superior) = 600,46 (1,4 IAS)

Nível 6 (Licenciatura) = 707,69 euros (1,65 IAS)

Nível 7 (Mestrado) = 729,13 euros (1,7 IAS)

Nível 8 (Doutorado) = 750,58 euros (1,75 IAS)