Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio

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COMEÇO:
09/2019
INSTITUIÇÃO DE ENSINO:
Lusófona | Lisboa
ID:
ME
CREDITOS:
120

Instituições de Ensino:

Endereço

Campo Grande 376, 1749-024 Lisboa   Ver mapa

Categorias

Mestrado

Apresentação do Curso

A Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias oferece um Mestrado em Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio, transversal e consubstanciado no desenvolvimento sensorial e cognitivo, social e comunicacional, da autonomia, independência e interação das pessoas com as mais diversas tipologias de deficiência, incluindo, no currículo do curso, formação em:
– Língua Gestual Portuguesa;
– Aplicação da Língua Gestual aos diversos ramos do saber;
– Língua Gestual e Escritas Alternativas na palma da mão;
– Comunicação Pictográfica;
– Braille aplicado à Língua Portuguesa e a outras línguas, bem como às diferentes grafias científicas;
– Patologias Neurogénicas da Comunicação e Comunicação Aumentativa/Alternativa nas diversas áreas da deficiência, designadamente na cegueira, surdez, surdocegueira e sindromas inibidores dos sistemas de comunicação impeditivos do uso da língua oral;
– Promoção e orientação da adequabilidade de serviços e equipamentos públicos e privados a quem não pode andar, ver e/ou ouvir, falar, escrever ou ler.

 

Objetivos

Estudar e aprofundar as complexas problemáticas comunicacionais das pessoas com problemas sensoriais, cognitivos, motores, patologias neurogénicas da comunicação e outros, bem como das que evidenciam hiperdotação, e desenvolver a ajustada investigação científica que estruture estratégias que garantam a viabilização de novos objetivos e novas abordagens em comunicação aumentativa e alternativa e em tecnologias de apoio às diferentes dificuldades ou desvantagens sociocomunicacionais e de interação;
Desenvolver um novo paradigma dos handicaps, possibilitando uma atualizada conceptualização dos fundamentos, organização e interpretação dos fenómenos das desvantagens ou condicionantes comunicacionais, no que concerne à sua natureza, causas, experienciação individual, grupal e social, mediante a estruturação e desenvolvimento de diferentes respostas ao nível teórico/empírico e metodológico;
Redimensionar, através das cruciais análises/interpretações e intervenções transversais, as desvantagens ou condicionantes comunicacionais e transformá-la(s) numa(s) questão(ões) a resolver num processo lúcido no seio da sociedade, num quadro de uma mais apropriada compreensão e consequente intercompreensão das respostas políticas, sociais, científicas, tecnológicas, práticas, profissionais e de experiência pessoal;
Investigar e promover a concretização de níveis de consciência individual e coletiva que garantam, sob o primado do valor humano e social da pessoa e da comunidade, os contextos, as organizações, os centros de realização do conhecimento e de disseminação do saber e do saber-fazer adequados à complexidade comunicacional das pessoas com deficit ou superavit específicos na comunicabilidade e interação na vida social;
Investigar, avaliar e credibilizar cientificamente as vantagens da tecnologização da comunicação aumentativa e alternativa e dos modelos comunicacionais específicos de acesso aos diversos discursos;
Investigar e definir metodologias e estratégias para a implementação dos conceitos de educomunicação, pedagogia e cultura inclusivas, numa perspetiva ecológica de igualdade de oportunidades na família, na escola, na sociedade, no emprego e qualidade de vida;
Investigar, edificar e/ou diligenciar a instituição e aplicação de estratégias e objetivos para suprir as graves lacunas nacionais (quiçá por extensão nos Países Lusófonos e da Europa) no que se refere à formação de professores e técnicos especializados nas diferentes tipologias comunicacionais do quadro das dificuldades sociocomunicacionais e de interação específicas dos cidadãos, através de uma parametricidade sólida, para uma didática comunicacional especializada, visando a comunicação interpessoal sem barreiras, com disciplinas laboratoriais e experimentais sob a responsabilidade de docentes/investigadores especialistas, de reconhecida competência científica, tecnológica e pedagógica.

 

Saídas Profissionais

– Professores especializados de Apoio Educativo, pedagogicamente habilitados em especificidades comunicacionais aumentativa e alternativa e adequadas tecnologias adaptativas, aos níveis do ensino pré-escolar, básico, secundário e superior/universitário, nas diversas tipologias da deficiência;
– Investigadores e Docentes em Ciências da Educação e da Comunicação;
– Agentes de Formação Profissional Certificada;
– Profissionais/Técnicos devidamente habilitados nas especificidades comunicacionais em referência para o desempenho de funções em clínicas, centros de saúde, hospitais, escolas em geral e de referência (com ensino regular/inclusivo ou especial), nas mais diversas instituições, associações de deficientes, empresas nacionais e estrangeiras de maior dimensão, mas também nas pequenas e médias empresas, instituições em cuja atividade tem vindo a adquirir-se uma consciência cada vez mais acentuada da real importância da valência comunicação na mais ampla aceção que possa imaginar-se, seja para o suporte e sustentabilidade das suas estratégias e concretização de objetivos seja para a gestão de necessidades especiais na inclusão sócio-laboral, qualidade de vida e de implícitas relações comunicacionais delicadas, mesmo de cooperação/conflitualidade no espaço económico e institucional a nível nacional, europeu e lusófono;
– Diretores de Recursos Humanos da administração pública central e local, de Comunicação e Imagem de instituições, organizações e empresas;
– Diretores Comerciais e de Marketing de instituições, organizações e empresas, de gabinetes de assessoria de imprensa;
– Responsáveis de departamentos de cultura e educação, comunicação e imagem da administração pública central e local ou de organizações com relevância comunitária (associações, fundações, clubes desportivos, organizações não-governamentais, entre outras);
– Responsáveis de agências de relações públicas;
– Consultores de comunicação e imagem.
Deste conjunto de necessidades prementes de formação/especialização, desde que adquirida e ajustadamente aplicada, esperam-se, no futuro próximo, sinais muito positivos no que respeita a oportunidades profissionais para jovens e outros interessados na promoção, investigação e desenvolvimento da vida em “comunicação e cultura inclusivas”, na posse de formação certificada em comunicação aumentativa e alternativa e em especiais tecnologias adaptativas.